Pela ignorância, os sentidos nos mantêm na inconsciência da nossa escravidão.
Pela ciência, o intelecto nos torna conscientes da nossa escravidão.
Pela sapiência, a razão nos liberta da escravidão.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
A libertação do Homem pela Ética Racional
quinta-feira, 29 de março de 2007
"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Manuel Bandeira
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Surpresas da Vida
Dezembro também veio e passou, particularmente neste mês, cuidei de assimilar tão relevantes e impressionantes mudanças pessoais, decorrentes de um fato novo, porém com reflexos de um passado... que hoje posso afirmar que de fato sou "joguete do destino", graças a Deus.
Mas ao contrário da frase "Shakesperiana" que manifesta dentro do drama não só um conformismo, mas também uma certa desilusão e impotência, a cada dia sinto maior segurança em considerar o Destino como algo realmente tendencioso à evolução e melhora da vida humana.
Fato é que no desenrolar destes meses, em novembro particularmente, um fator meramente físico (que foi o fato de ter ficado sem condução... tive que mandar arrumar o motor da moto) veio a contribuir significativamente para uma intropescção e solidão realmente necessárias e que nos últimos meses não vinha experimentando. Este isolamento fez com que pudesse considerar com maior propriedade qual energia realmente estava me motivando - e a energia não era só minha, era muito mais alheia às minhas reais intenções e meus melhores desejos Existenciais. Em suma, sentia uma motivação mais mundana do que Divina.
Posso afirmar que antes disto acontecer, estava "conscientemente" pagando para ver, por uma situação que sabia ser necessário investigar a fundo, embora soubesse de alguma forma ser demasiadamente transitória. E a Providência deu seu jeito de me dar o basta necessário.
Tais mudanças de comportamento me ajudaram a resgatar uma sobriedade maior, embora o preço para tanto fosse experimentar novamente uma solidão, que por mais temporária que seja, sempre traz fortes lições de auto-busca e te faz pensar na finalidade das coisas, da vida, enfim... nos faz mergulhar dentro de nós mesmos, e nem sempre é fácil se perceber tão nítido.
Mas o grande barato de se acreditar no futuro de forma otimista, e até mesmo realista (já que a transitoriedade da vida só ocorre em razão de uma evolução ascendente, quer pareça, quer não) é que facilmente se pode alterar o rumo da própria vida, porém com mais propriedade de ação.
Vou tentar explicar melhor com os fatos ocorridos:
Perto do dia 16 de novembro do ano passado, recebi um email de uma pessoa pela qual sempre nutri uma espécie de amor incondicional e um bem-querer desvinculado de qualquer coisa em troca, como nunca dantes experimentado nesta vida. Neste email ela comentou o delicado estado de saúde de sua mãe e algumas novidades, já que fazia cerca de 10 anos que não conversávamos de verdade.
Atente-se que nesta época, eu já estava bem incomodado com um envolvimento sentimental e amoroso, cujo "bum" sempre demandava de algo, talvez de algo que nunca fosse existir...
Porém, sem qualquer forte convencimento, senti que estava na hora de dar alguns bastas no meu modo de vida, principalmente no âmbito sentimental. Aquele simples contato virtual me deu um "clique" e no mesmo dia "rompi" um morno relacionamento... sentindo-me muito bem com isto.
Novamente encontrava-me no estado de solidão que muito já estive, porém mais cônscio de que algo tinha mudado de fato dentro de mim, a experiência desértica deste período em que fiquei sem condução, fez florescer após alguns ajustes mentais uma satisfação comigo mesmo e uma sensação louca de começar a praticar toda a Sabedoria experimentada em livros e mais livros, como que para usufruir realmente da experiência humana/Divina. Afinal, porque não?
Bem, com esta disposição e liberdade da alma, vim a me encontrar com esta pessoa no dia 18/11/06. Sentei-me no café e fiquei a aguardar, até que ela apareceu, juntamente com sua filhinha, e naquele exato momento pude compreender como num "flash" o porque das minhas últimas ações e daquela ansiosa, porém tranquila espera pelo o que o Destino me tinha preservado.
Na contemplação daquele Ser tão amado e querido, concretizou-se a prova da bem-aventurança, e de que o amor, quando incondicional e verdadeiro (livre de qualquer regramento social ou mental), é o verdadeiro alimento pessoal a permitir uma vida livre dos angustiantes sentimentos do Ego, ame-se por amar.
A amor sem nada em troca, se promove e se recompensa no instante imediato de sua percepção, não depende de fatos externos - só de cada um de nós.
E foi assim, que me deslumbrei novamente com a Vida e suas surpresas, mergulhando novamente neste vasto oceano de um relacionamento, porém com mais compaixão, compreensão e bem menos carência ou anseios.
Mas voltei, talvez com a mesma receita filosófica de outrora, porém com paladar mais apurado para saborear este banquete da Vida, pois insaciável que sou, somam-se novos ingredientes a cada novo amanhecer.
Agradecimentos especiais a esta pessoa, pois no momento do seu olhar, fez valer na prática da Vida o amor que corria morimbundo e solitário, mas que através do seu reflexo, revigorou-se na plenitude de sua incondicionalidade.
Salve.
Evandro, 12/01/2007.
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Salve minha avozinha querida,
cuja lembrança serena
com cheirinho de pamonha
e achados do impossível,
foi a prova viva
de garra, força e
Amor inverossímel.
E aqui no peito
onde o mundo se guarda,
para sempre ficará escrito
o nome de minha avó amada,
a saudosa Dona Guaraciaba...
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Ao Deus Desconhecido
Mas algumas "dores", de tão latentes, acabam por obscurecer a ótica do auto-conhecimento, especialmente por se conduzirem, exatamente nos mais desalinhados trilhos de nossa formação psicológica, espiritual e filosófica.
E de acordo com nosso estado "defeituoso" (ou nossa sintonia) e envolvimento com a questão que tanto sufoca, batemo-nos novamente na consideração não mais daquele fato em si, causador da dor, mas da nossa própria postura diante da vida, pois o sofrimento sentido é mormente entendido como a reação de alguma ação equivocada de nossa parte e tudo então precisaria ser revisto.
Sabe aquela ótica do "será que todo este mundo está certo e eu é que estou louco?" Então, acaba por ser muito evidente quando sentimos realmente uma dor existencial diante daquela realidade que criamos para nós mesmos. É como se tivéssemos errado na receita.
Mas como o paladar não absorve com a mesma consideração e relevância toda a gama de nutrientes que o corpo necessita, também a alma viciada deixa de compreender aquele alimento que embora amargo, nutri nossa essência, nosso mais profundo Ser.
Mas e se a "dor" for demasiada potente e avança a todo vapor, empriguinando-se na alma ao ponto de nos perdermos daquele Ser inabalável que nos compõem???
Neste aspecto interessante considerar a normótica visão e papel da religião no mundo, pois em certos momentos e a forma que se interage e se compreende no contexto do Universo, realmente nos desligamos da origem - não efetivamente, é claro - pois o filho que se afasta do Pai não deixa de carregar sua genética (seja física ou espiritual/energética), mas nos perdemos na nossa confusão e dor, criando um abismo entre os dois mundos (humano/Divino).
Então temos que nos re-ligar, ou seja, usar da religião íntima e convincente ao Ser que nos compõem, para restabeler o pedido de socorro às forças Superiores, para que seja desobstruido o entendimento Destas mesmas forças em nós.
Muito interessante é a visão "Nietzchiziana" da validade da religião como compreensão e caminho para a libertação dos espíritos, que, em apertada síntese, considera a relevância em se buscar na formação da espécie humana, as respostas dos reflexos hoje experimentados. E nesse contexto toda a religiosidade, como mola motriz dos mais elevados sentimentos humanos e até mesmo interventora do "modus operandi" de toda uma sociedade, aparece como o maestro oficial a conduzir a alma. E nos acostumamos com isto.
Por isto, acredito que em certos momentos, mesmo que já tenhamos nos desprendidos da Cartilha basilar e opressora ainda imposta e seguida pela sociedade, ou seja, mesmo compreendendo que depende unicamente de nós a condução do futuro mais próximo, é que o sentimento da busca, do socorro e tranquila espera que a religião encerra faz falta... Não por seu conteúdo e mérito, mas por sua tradição e reflexo disto em nossa formação, pela postura protetora (embora imatura) que nos colocamos ao rogar ao Além.
Portanto meus caros, quando não mais se alcança as bordas da Sabedoria Divina, e nos vemos diante de abismosa realidade humana... oremos:
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
Seu, sou eu, embora até o presente momento tenha me associado aos sacrilégios.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a serví-Lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir só a Ti.""
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Mensagens do Silêncio
A sobriedade de conduta correta e conciliadora pela razão exclusiva de se buscar entender o próximo, hoje não tem eco.
Estou novamente só.
E como é maravilhoso sentir-se assim, o laço investigativo sempre é reiteradamente lançado ao se executar a sentença do espírito em busca de si mesmo. E tudo que chega é automaticamente questionado, analisado e racionalizado, de acordo com minhas sensações diante dos fatos. Cansa muito.
Hoje não, estou de trégua, deixar-me quieto com minha mente, para que eu tente aproximar das respostas buscadas e muitas vezes nebulosas pela constante somatória de energias estranhas, inacabadas, conturbadas e egocêntricas das pessoas que me cercaram.
Acho que na verdade o carma alheio e toda a falta de solução das basilares do bom viver, de acordo com a intensidade e forma que me envolvo, sufocam a percepcção da razão, perde-se a nitidez da voz do Ser e facilmente posso mergulhar na frustrante água da maré do auto-engano coletivo e pessoal.
E movido por uma certa compaixão, submeto minhas próprias confusões ao segundo plano da análise e elas se perdem, inacabadas e sem solução.
Assim, fico diante de iminente curto-circuito... até que a própria natureza desperte em mim, o último suspiro vital e necessário d'alma, que venha a guarnecer as forças Racionais, buscand daí uma melhor expectativa e norteado o rumo para o Verdadeiro bem.
Esta noite tive sonhos que reforçam tal estado que me transformo e de forma bastante convincente, ao ponto de não me reconhecer em mim diante daquela suicida tendência e compreensível (até certo ponto) necessidade humana de beber de fontes tortuosas a água que alimenta o Ser.
O mais interessante, é que este "socorro" do além, este bálsamo libertador das garras do mundano, feita de fragmentos da melhor Consciência Divina, sempre se renova em doses cada vez mais abastadas, fazendo com que este excesso tenha que se transpassado. E para isto, para digestão saudável desta carga, digamos, de "energia mental" é que acontece a maravilhosa troca de sensações e energias humanas (em todos os níveis). Assim, a energia se dissipa.... e novamente incorpora-se novas energias alheias, para o começo de outro ciclo do processo Universal de auto-conhecimento, união, paz e transcendência, quem sabe um dia, a nível mundial.
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
Por quem me tomas...
Mas enfim, filosofia à parte, fato é que senti mágoa e dor, refleti, digeri e somente tenho a agradecer tamanha oportunidade que hoje sinto em tomar em cada atitude humana uma grande lição de vida e encontro de mim mesmo. Pois como diriam os Essênios, todos são seu mestre.
Finalizando, vale a pena deixar a resposta da Natureza que veio logo pela manhã quando abri meu email e tinha esta pérola que abaixo segue:
"COMO ME TORNEI LOUCO
Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas - e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
- "É um louco!"
Olhei para cima para vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
"Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!"
Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
Autor: Gibran Khalil Gibran
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Me esquecer de mim...
Será a transgressão do paupável, estimulante para o regresso do vazio? O regresso à passiva intregração com o que sobra, o Imutável, completo e assim... tão simples???
Até a própria visão funesta do incerto, dos riscos, decaem desta forma se dissolvendo no espaço do infinito?
Talvez toda solicitude da vida, realmente seja o caminho da complementação do que se foi? A ponte que nos liga a nós mesmos?
Seria a benevolência humana o completo desvendar do conteúdo único que nos compõem?
Me esquecer de mim... reconhecendo o sentimento falível com pretenções de libertação, utilizando-o, ou melhor, vivenciando-o com a consciência de sua mutabilidade, inconstância e superficialidade, considerando seus motivos e sua oportunidade.
quinta-feira, 10 de agosto de 2006
"Humano, demasiado humano"
Num momento da conversa ela me perguntou como vivenciar uma filosofia libertatória como a do Budismo, num mundo tão capitalista e material, onde se "correr o bixo pega se ficar o bixo come". Foi mais ou menos assim: "então devemos largar mão de tudo, jogar pro alto e viver a vida?"
Racionalizando a questão, concluí, posteriormente, que se largarmos tudo para viver na concepção transcendental, estaríamos enveredando numa única margem do caminho, pois enquanto encarnados, outra corrente natural e forte nos tangencia para a margem oposta, criando o equilíbrio necessário para melhor compreendermos do nosso papel no mundo como ele é, para que o transformemos. Afinal... "Ide e pregai".
Na verdade, tenho concluído (como se isto fosse possível e saudável, concluir) que a filosofia somente contribui para a busca da Sabedoria, crescimento e difusão, se pareadas com as demais "energias" mundanas, como contra-senso a ser estirpado pelo animal-racional.
Na minha parca concepção, quanto mais me certifico da transitoriedade deste mundo fenomênico (ou material, ou ilusório...) mais me interesso em investigar as nuances dos porquês de tanto "desequilíbrio" e "sofrimento", bem como de tantas "alegrias" e "felicidades", se tudo partiu de uma única energiar vital/Divina, que na verdade permanecerá assim, independentemente até mesmo da nossa própria "vida".
Bem, para não correr o risco de ser mais prolixo ainda, vou encerrando este ensaio, cujo título, aliás, é plágio do livro de Nietzsche, transcrevendo uma pequena amostra deste gênio filosófico, que em muito transmite o modo como venho sentindo a vida:
"No curso de uma formação superior tudo se torna interessante para o hmem, ele sabe ver rapidamente o lado instrutivo de uma coisa e indicar o ponto em que, utilizando-a, pode completar uma lacuna de seu pensamento ou confirmar uma idéia. Assim é afastado cada vez mais o tédio, e também a excessiva sensibilidade emocional. Por fim ele anda entre os homens como um naturalista entre as plantas, e percebe a si mesmo como um fenômeno que estimula fortemente o seu impulso de conhecer".
segunda-feira, 10 de julho de 2006
"Meu final-de-semana..."

E de quantas coisas na verdade nos libertamos...
A grosso modo, embora sempre tenha nutrido uma certa repulsa pelas tão palpáveis distorções de valores na nossa sociedade, naquele momento de contemplação e admiração pelo milagre que é um bebê e toda a gama de possibilidades de se impigir nossas equivocadas verdades, comecei a pensar no que ele realmente precisaria para ter uma iniciação filosófica calcada na natureza das coisas... e entendi, eu é quem tenho que aprender com ele.
Muito natural para mim, atualmente, pois ele não está maculado, ele, embora não tenha a verbalização inerente da interpretação do mundo que está a investigar, ao mesmo tempo é possível ver em seu sorriso, nos olhos e no próprio fato de sua própria existência, a prova do Amor incondicional, através da simplicidade e força com que tal energia, ainda pura e sem vícios se manifesta ao observador atento.
Pois embora meu filho "não conheça nada" sente e vivencia em si, exatamente, o mais autêntico equilíbrio entre o humano e o Divino, pois ainda não teve (ao menos de forma definitiva) uma implicância de valores mais próprios do humano-bixo, com seus medos, sentimentos conturbados e mente intranqüila.
É mais ou menos assim... ele quer por exemplo comer, não se preocupa com quem vai dar, se tem dinheiro, se é saudável, se vai sobrar para a janta... enfim, a natureza do bebê é ser alimentado e cuidado pelos pais - e nós fazemos isto, não fazemos??? Cuidamos, limpamos, acolhemos, etc.
Fugindo da parte material da existência, também é da natureza do homem, a confiança, o equilíbrio, a paz e a simplicidade dos prazeres, pois uma vez satisfeitas as necessidades básicas - e só elas - o resto do tempo é para que?! para brincar de viver. Meu filho não precisa do último brinquedo lançado pelo Mc Donald's, só porque é do filminho da moda para ser feliz (da mesma forma que o banco de couro do carro zero como elementar para a verdadeira felicidade é um grande equívoco).
O Vinicius, assim como todos nós, não precisa de nada além do que a manutenção deste Divino Amor Incondicional, pois sua força atua diretamente no coração do homem (e não na mente que é falível), alimentando a alma e corpo com a harmonia própria da confiança que se faz sentir, uma confiança natural e válida para todos nós, como a do meu filho em mim... que quando está com fome, simplesmente olha para mim e fala: "Papai, vamo papá?"
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Uma melhor análise da primeira análise
Numa louca e pessimista interpretação das "verdades" da moderna sociedade humana, poderíamos dizer que já nascemos com os pensamentos e sentimentos prontos, ou você se considera anormal ao sofrer com a perda do título da Copa do Mundo?
Na maioria das vezes, após profunda e sábia análise dos motivos, atos e conseqüências que estão sendo dispostos, percebe-se que as Verdades são bem mais palpáveis e apaziguadoras da alma, quanto mais "sérias" as situações de vida envolvidas.
Numa utopia verdadeiramente realista (e esta contradição linguística será possível um dia...), não por um milagre de Deus, mas SE NÓS FIZERMOS PARA TANTO, em breve estaremos a aplicar a melhor Sabedoria/Racionalidade em todo o agir humano, pois somente indo além da nossa parca "sabedoria", que além de parca é porca e egoística a partir do momento que analisamos tudo sob o ponto de vista do nosso próprio umbigo e trovejadas de sentimentos carmáticos, é que começaremos a ligar os "nós da grende rede" unindo-nos sem qualquer ganância, ambição, luxúria e demais equívocos próprios da superficial satisfação do Ego.
E para finalizar, convidando todos a praticarem tão interessante investigação pessoal antes de se "decidir" (como se isto fosse possível) pela vivência de "sentimentos" esperados e "naturais", sejam de tristeza ou alegria, deixo o link de interessante texto acerca do bendito Tédio, como exemplificação de que um sentimento do qual tanto fugimos, pode ser na verdade um grande "farol" a orientar a redenção daquilo que é demasiadamente humano, porém pouco Divino - nossos conturbados sentimentos.
E para aqueles mais "preguiçosos", transcrevo abaixo apenas uma das pequenas pérolas do melhor raciocínio humano extraídas do link abaixo... que por certo já será suficiente para demonstrar como uma pequena mudança de ângulo da primeira visão, pode transformar o evitável em desejável:
"Não há nada mais insuportável para o homem do que estar completamente ocioso, sem paixões, ocupações, diversões ou leitura. Ele sente que não é nada; é só, inadequado, dependente, impotente e vazio. E na mesma hora brota do fundo de seu coração o tédio, o desanimo, a tristeza, a raiva, o desespero, a aflição...
A grandeza do homem repousa na consciência de ser miserável. Uma vez reconhecido o vazio interior, cria-se um vácuo em que Deus pode entrar. Esse abismo infinito só pode ser preenchido por algo infinito e imutável, ou seja "Deus"".
Pascal
http://www.cuidardoser.com.br/dialogos-sobre-tedio-e-insatisfacao.asp
Bom proveito,
Evandro
quinta-feira, 29 de junho de 2006
Vamos filosofar?
E para aqueles que inciam a melhor busca, segue uma definição do termo e logo abaixo uma interessante manifestação de sua importância para o engrandecimento humano:
"Filosofia do Lat. philosophia <>philosophía, amor ao saber
s. f., ciência geral dos princípios e das causas;
O Co-autor
E uma vez feita a justiça, que seja iniciada a temporada de caça a nós mesmos, pois nos encontrando, encontraremos os outros e nesta fabulosa compreensão caminharemos como um Só.
quarta-feira, 28 de junho de 2006
A Continuidade do começo...
Assim, desde a "grande mutação" existencial que sofri a cerca de 02 anos, resolvi registrar toda a confusão do pensamento humano, claro que com base na minha própria confusão... mas não se assustem, embora "confuso" percebe-se algo muito real, principalmente por se tratar de inspirações conscientes de profundos conhecedores da "alma humana", como Siddharta Gautama, Yves Leloup, Nitsche, entre outros.
Expondo-me procuro verbalizar uma "patologia" que senão saudável ao menos compensatória, pois acredito que a busca da Verdade, arvora-se na tentativa da prática do inconsciente - o imutável em nós - e somente com vossa ajuda e troca de "experiências" será possível angariar elementos para uma integralização com o Todo.
É mais ou menos isto... o resto dirá por si só....